Os Tugas Esticaram-se!...
Pois é verdade, esticámo-nos! A viagem de regresso foi maior que o que pensámos que ía ser. No total percorremos 7300 km, não tantos países como os que perspectivámos, mas no total foram 12. Para ser mais exacto: Suécia (Vaxjo), Dinamarca (Odense), Alemanha (Hamburgo e Berlim), República Checa (Praga), Polónia (Cracóvia), Áustria (Viena), Eslováquia (Bratislava), Eslovénia (Ljubliana), Itália (Veneza, Florença, Bolonha e Milão), França (Mónaco e Paris), Espanha (Barcelona e Madrid) e Portugal (Elvas, para fazer a inspecção ao carro! e Lisboa... claro!).
O MELHOR:
Gostaria de realçar 3 cidades: Berlim, Cracóvia e Veneza.
Berlim pela sua história tão recente e tão presente em todas as ruas e pela revolução urbana que se nota estar a atravessar, já lá vão 16 anos; por todo o lado há um guindaste a construir ou a reconstruir um edificio. Quem diria que esta cidade há 60 anos atrás estava completamente destruida e que à 16 anos estava divida em duas? Impressionante!
Cracóvia pela cidade em sí mas principalmente por estar a 70 km dos campos de concentração Nazis de Auschwitz, onde foram assassinados 2 milhões de pessoas. Talvez o único local do mundo onde um turista é incapaz de sorrir. Dificil de descrever em palavras pois as imagens mostram quase tudo, só não conseguimos sentir a través delas o cheiro daquela pequena cidade, o cheiro da morte proveniente dos seus 3 campos de concentracão. Mas uma coisa reteu-me a atencão, a imensidão de um dos campos, onde existiam centenas e centenas e centenas de barracões. Recomendo a todas as pessoas, principalmente porque é um local onde se aprende o valor da vida que temos.
Veneza é definitivamente uma cidade lindíssima, pela qual não devemos deixar de passar. Mesmo carregadíssima de turistas, aquelas ruelas, pontes e canais são maravilhosos. Algo que me surpreendeu foi o seu tamanho e saber que naquela ilha vivem 250.000 pessoas. Uma cidade tão única quanto Roma. Para quem esta a pensar ir a Florença, em minha opinião não vale a deslocação, assim como Bolonha, ou Milão, uma opinião muito pessoal - pelo menos mais que um dia.
Praga e Viena valem vários dias de visita, pois são cidades muito bonitas. No Mónaco expira-se dinheiro por todos os lados; a propósito, um dos maiores iates atracados na famosa marina do Mónaco, era Português. Crise??? Não, isso é só para alguns!...
O VEÍCULO:
O meu Polo de 96 portou-se lindamente, após 312.000 km e 7.300 km desta viagem, -18 graus da Suécia e 35 de Madrid ainda foi capaz de passar sem qualquer problema na inspecção automóvel em Elvas. Ganda máquina!
O PIOR:
O hotel Formule 1 de Paris, o calor arrasador de Espanha e os milhões de mosquitos do campismo de Milão. Sem esquecer, claro as "maravilhosas" autoestradas e estradas Checas e Polacas, autênticas misérias.
O CURIOSO:
Passar pela terra do Pápa João Paulo II por via de um desvio - Wadowice (Polónia) - talvez nos tenha abençoado a viagem, quem sabe?!!!
O nivel de vida de países como a Polónia e a Repúlica Checa tão oposto dos locais turísticos para o interior dos próprios países, onde a degradação é enorme e a pobreza abunda.
Resumindo, uma senhora viagem da qual guardamos enúmeras recordações, algumas delas aqui descritas. Obrigado por lerem este grande texto!



































